Não sei de onde um vim eu sei que vou, voô
e estou tão longe de um fim.
Continuo preso nesse corpo, nesse estado químico físico
aprisionado por uma lei que desconheço
em uma linha que desobedeço,
Semente, feto humanóide cinzas,
um mutante ambulante
sem chegada definida
Quero ultrapassar as barreiras da carne
da miragem e dos lugares conhecidos
além das sinapses dos registros
procuro deduzo e me dano
exausto dessa ilusão tão realista
que obriga que me força à uma definição
mas não, eu não sei o que sou
afirmo isso sem medo e nem pudor
sou isso, sou aquilo que não se pode explicar
liberdade pra mim ultrapassa qualquer rebeldia
é ir e vir
aonde eu posso imaginar aonde não tenha perigo
fachada ou vício eu não sei aonde
é o meu lugar.
Qualquer esquina me serve qualquer esfera me abriga
tudo o que me obriga me mata, me torna
cinzas humanoide feto, semente
Talvez eu seja uma alma
esperando o dia
em que sera liberta